quarta-feira, 5 de maio de 2010

E-Folio B + Voki

Psicologia de Desenvolvimento
Ficha de Leitura
Referência Bibliográfica
Factores de Risco e factores de Protecção ao Desenvolvimento infantil. A descarregar no site: http://www.sbponline.org.br/revista2/vol13n2/v13n2a03t.htm

São muitos e diferentes os factores susceptíveis de influenciarem o comportamento dos jovens, tanto podem ser de natureza individual como sócio cultural (a família, a escola, os grupos de pares, a ocupação de tempos livres); a influência das forças sociais têm um peso relevante e faz-se sentir pelos desvios de comportamento manifestados (desde o consumo elevado de bebidas, uso de substâncias nocivas e ilegais, abandono escolar e actividade sexual precoce, a fraca actividade ou afiliação religiosa). Os jovens deparam-se assim com situações que podem afectar o seu desenvolvimento. Neste sentido, Joviane Maia efectuou um trabalho de levantamento da vasta literatura existente, para a dissertação do seu mestrado, que aponta alguns factores de risco ao desenvolvimento infantil para ser apresentado na XXXVI reunião anual de psicologia, em Salvador – Brasil, no ano de 2006.
A autora antes de mais, refere a importância da entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990, o qual veio criar os direitos das crianças e dos adolescentes, assim como, a regulamentação da obrigatoriedade profissional de todos os intervenientes (profissionais das áreas sociais, educação ou saúde) de comunicarem às autoridades competentes todos os casos de maus-tratos que possam ser levados contra crianças e adolescentes. Os profissionais ficam assim obrigados a ter conhecimento do estipulado no Estatuto da Criança e do Adolescente, assim como, os factores de risco que possam prejudicar o desenvolvimento infantil, sabendo para isso, como procederem com praticas precisas de prevenção e/ou interrupção de riscos. Esses mesmos riscos poderão levar à ocorrência de resultados negativos ou indesejáveis, tais como comportamentos que possam comprometer a saúde, o bem-estar ou o desempenho social do indivíduo, encontrando-se assim presentes, aumentam a probabilidade da desordem emocional ou comportamental das crianças. Será importante referir mais uma vez, que os riscos estão relacionados com os aspectos biológicos e genéticos da própria criança, da família e também da comunidade onde os jovens estão inseridos.
Mas, falemos dos factores de risco ao desenvolvimento infantil. Importa então saber que os abusos e as negligências podem provocar problemas de desenvolvimento nas áreas de cognição, linguagem, desempenhos académicos, desenvolvimento sócio -emocional, etc. Variadíssimos jovens são submetidos nos seus próprios lares a condições adversas tais como: a violência física, a negligência, violência psicológica, exposição à violência conjugal, entre outras, que podem originar prejuízos no desenvolvimento dos jovens. Importa então entendermos estas situações. Quando falamos de violência física, é possível verificar através dos vários estudos que as crianças maltratadas fisicamente têm o dobro de probabilidades de no futuro serem presas por crimes violentos; os maus tratos recebidos na infância podem aumentar a probabilidade da criança no futuro vir a ser violenta também. A negligência, acontece a partir do momento em que os pais deixam de ter os cuidados necessários com os jovens, tais como: alimentação, vestuário, segurança, oportunidades de estudo, etc. Todas estas negligências poderão causar problemas no desenvolvimento da criança, por exemplo, no caso de negligência na alimentação poder levar à desnutrição e como consequência à morte. Em relação à violência psicológica, a sua ocorrência poderá não ser tão visível, mas ocorre devido a ameaças, humilhações e privações emocionais que poderá ter como consequências o suicídio, agressões, entre outras. Importa entender que a violência psicológica poderá provocar problemas aos seguintes níveis: Pensamentos intra - pessoais (medo, ansiedade); Saúde emocional (dificuldade de controlar impulsos e raiva, abuso de substancias); Habilidades sociais (baixa simpatia, delinquência, criminalidade); Aprendizagem (prejuízos morais, baixos estudos); e Saúde física (falha no desenvolvimento, alta mortalidade). Será importante percebermos que as consequências de uma violência psicológica são influenciadas pela intensidade e a frequência. Outro tipo de violência que por vezes poderá ocorrer, é a violência sexual, através dela a criança é “usada” pelos adultos com finalidades sexuais. Este tipo de violência poderá ser identificado através dos seguintes indicativos: depressões; ansiedades; prostituição, etc.
A relação existente entre pais e jovens será de extrema importância para o desenvolvimento \ não desenvolvimento dos jovens. Alguns factores de risco ao desenvolvimento psicológico e social das crianças são: Pais portadores de deficiências mentais; baixa escolaridade dos pais; ausência de um dos pais; abuso de drogas. Da mesma forma, quando existe praticas efectivas, bom funcionamento familiar, vínculos afectivos, apoio parental, os factores de risco são mais reduzidos, contribuindo assim para o desenvolvimento dos jovens. Os pais devem proporcionar aos jovens: um ambiente familiar apropriado; qualidade na área de saúde e segurança. Assim, quando os adolescentes se encontram em ambientes negativos criados pelos Pares, sentem a preocupação de evita-los, pois o ambiente familiar propício é forte e estimula as habilidades dos jovens. É importante realçar que a promoção da supervisão familiar, a comunicação, a promoção de normas e valores fazem com que o adolescente sinta-se mais auto-confiante e seguro de si mesmo.
Reflexão Pessoal:
O mundo em que vivemos, sofreu mudanças que produziram inúmeras transformações. A alteração do papel da mulher na sociedade (deixou o lar e passou a trabalhar fora dele), a precariedade do emprego, a necessidade de formação continuada, e muitas mais situações que poderia aqui invocar, vieram produzir efeitos dentro das famílias, nos lares e nos jovens. A falta de tempo das famílias contemporâneas, em seguimento aos factores atrás mencionados, poderá ser uma das chaves para o surgimento de factores de risco no desenvolvimento dos jovens. A preocupação de formação continua nos indivíduos, para que os lugares ocupados nos seus empregos não sejam postos em causa; o papel da mulher, que agora sente necessidade e vontade de trabalhar fora do seu lar, são alguns dos exemplos possíveis que puderam demonstrar o retirar do tempo necessário à interacção com os jovens (filhos), ficando estes rodeados das preocupações psicológicas da sua família, do stress dos seus pais, da falta de supervisão familiar e muitas vezes sem saber quais os valores e normas a adoptar. Estas situações, poderão provocar efeitos no desenvolvimento dos jovens, nesse sentido, esta minha reflexão pessoal serve de alerta a todas as famílias, mesmo tendo pouco tempo para com os seus filhos, umas simples palavras, uma simples conversa de 5 minutos poderá influenciar os jovens, estando eles em alguma situação negativa junto dos Pares ou sozinho, irão ter a preocupação de evitá-los. As famílias, mais concretamente os pais devem sempre lembrar-se que uma supervisão familiar, comunicação e promoção de normas e valores serão importantíssimos para o desenvolvimento dos jovens, evitando-se assim os factores de risco.

O meuVoki: http://www.voki.com/php/viewmessage/?chsm=f2a28a4c71d02802e046556c1d0038fb&mId=454182

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